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Custo de Funcionário CLT 2026: Encargos e Cálculo Completo

Descubra quanto custa realmente contratar um funcionário CLT em 2026. Calcule INSS patronal, FGTS, 13º, férias, encargos e o multiplicador real sobre o salário.

Por Equipe CalculaBrasil
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Custo de Funcionário CLT 2026: Encargos e Cálculo Completo

Contratar um funcionário com carteira assinada é muito mais caro do que o salário que aparece na folha de pagamento. Para o empregador, o custo real de um funcionário CLT em 2026 inclui INSS patronal, FGTS, contribuições ao Sistema S, provisões de 13º salário, férias e encargos sobre essas provisões. Quem não conhece esse cálculo pode se surpreender: o custo total para a empresa costuma ser de 1,65 a 1,85 vezes o salário bruto do colaborador — ou seja, um funcionário com salário de R$ 3.000 pode custar entre R$ 4.950 e R$ 5.550 por mês.

Entender quanto custa contratar um funcionário CLT é fundamental para qualquer empreendedor que precise precificar seus serviços, planejar o crescimento da equipe ou comparar a contratação CLT com outras formas de trabalho como PJ, MEI ou cooperativas. Neste guia completo, você vai aprender a calcular todos os encargos trabalhistas com exemplos reais e números de 2026.

💼 Por que o Custo CLT vai Além do Salário?

Quando um empresário anuncia uma vaga com salário de R$ 5.000, ele não está gastando R$ 5.000 por mês com aquele colaborador. Existem encargos obrigatórios pagos diretamente pela empresa sobre a folha de pagamento, mais provisões mensais para cobrir obrigações anuais como 13º salário e férias. Ignorar esses custos é um dos erros mais comuns que levam pequenas empresas a ter problemas de fluxo de caixa.

Estrutura dos custos trabalhistas

Os custos de um funcionário CLT se dividem em dois grupos principais:

  1. Encargos mensais sobre a folha — percentuais aplicados sobre o salário bruto, pagos mensalmente pela empresa
  2. Provisões anuais rateadas mensalmente — reservas financeiras para pagamentos que ocorrem uma vez por ano (13º e férias)

Além desses, há os benefícios obrigatórios (como vale-transporte) e os benefícios opcionais (plano de saúde, vale-refeição, etc.) que aumentam ainda mais o custo total.

📊 Encargos Mensais sobre a Folha

INSS Patronal — 20%

O INSS patronal é a contribuição previdenciária da empresa ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ela é calculada sobre o salário bruto do funcionário e é completamente separada do desconto de INSS que o próprio funcionário paga (que varia de 7,5% a 14% dependendo da faixa salarial, e é descontado do salário do empregado).

Em 2026, a alíquota do INSS patronal padrão é de 20% sobre o total da folha de pagamento.

Atenção: Empresas optantes pelo Simples Nacional e algumas categorias de empresas em Desoneração da Folha têm regras diferentes para o INSS patronal. Este guia aplica as regras do regime padrão.

RAT — 1% a 3% (Risco de Acidente de Trabalho)

O RAT (antigo SAT — Seguro de Acidente de Trabalho) é uma contribuição que financia a aposentadoria por invalidez e o auxílio-doença por acidente de trabalho. A alíquota varia conforme o grau de risco da atividade da empresa:

Grau de Risco Alíquota RAT
Leve 1%
Médio 2%
Grave 3%

O grau de risco é definido pelo CNAE da empresa. Escritórios (risco leve) pagam 1%; construção civil (risco grave) paga 3%. Para os nossos exemplos, usaremos 2% (risco médio).

O RAT pode ser ajustado pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que varia de 0,5 a 2, conforme o histórico de acidentes da empresa.

Sistema S — aproximadamente 5,8%

O Sistema S é o conjunto de contribuições destinadas a entidades como SESC, SENAC, SESI, SENAI, SEBRAE, SENAR, entre outras. A alíquota total varia conforme o CNAE da empresa, mas a média para a maioria das atividades é de aproximadamente 5,8% sobre a folha.

Veja as principais alíquotas por entidade:

Entidade Alíquota Setor
SESC 1,5% Comércio
SENAC 1,0% Comércio
SESI 1,5% Indústria
SENAI 1,0% Indústria
SEBRAE 0,6% Geral
INCRA 0,2% Geral
FNDE (Salário Educação) 2,5% Geral
Total aproximado ~5,8% Comércio/Indústria

FGTS — 8%

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é depositado mensalmente pela empresa em uma conta vinculada ao CPF do funcionário na Caixa Econômica Federal. O valor é 8% do salário bruto (mais gratificações, horas extras, adicionais, etc.). O dinheiro pertence ao funcionário e pode ser sacado em situações específicas como demissão sem justa causa, compra de imóvel ou aposentadoria.

Resumo dos Encargos Mensais

Encargo Alíquota Base de Cálculo
INSS Patronal 20,0% Salário bruto
RAT (risco médio) 2,0% Salário bruto
Sistema S 5,8% Salário bruto
FGTS 8,0% Salário bruto
Total Encargos Mensais 35,8% Salário bruto

📅 Provisões Anuais Rateadas Mensalmente

Além dos encargos mensais, o empregador precisa reservar mensalmente valores para cobrir obrigações que serão pagas em determinados meses do ano.

Provisão de 13º Salário — 8,33%

Todo funcionário CLT tem direito a receber um 13º salário por ano, equivalente a um salário mensal. A empresa acumula essa obrigação ao longo de 12 meses, então a provisão mensal é:

Provisão 13º = Salário Bruto ÷ 12 = Salário Bruto × 8,33%

Provisão de Férias — 11,11%

Todo funcionário tem direito a 30 dias de férias por ano, remuneradas com acréscimo de 1/3 constitucional. O custo total das férias para a empresa é de 1 salário + 1/3, ou seja:

Provisão Férias = (Salário + 1/3 Salário) ÷ 12 = Salário × 1,3333 ÷ 12 = Salário × 11,11%

INSS e FGTS sobre 13º e Férias

O INSS patronal (20%) e o FGTS (8%) também incidem sobre o 13º salário e sobre as férias. Portanto, sobre as provisões, a empresa também precisa reservar encargos adicionais:

  • INSS patronal sobre 13º: 20% × 8,33% = 1,67% do salário
  • FGTS sobre 13º: 8% × 8,33% = 0,67% do salário
  • INSS patronal sobre férias: 20% × 11,11% = 2,22% do salário
  • FGTS sobre férias: 8% × 11,11% = 0,89% do salário
  • Total encargos sobre provisões: aproximadamente 5,45% do salário

Total de Provisões com Encargos

Item % do Salário
13º salário 8,33%
Férias + 1/3 11,11%
INSS sobre 13º e férias ~3,89%
FGTS sobre 13º e férias ~1,55%
Total provisões ~24,88%

🧮 Cálculo Completo — Exemplo com Salário de R$ 5.000

Vamos agora fazer o cálculo completo do custo de um funcionário com salário bruto de R$ 5.000, em uma empresa de comércio com risco médio (RAT 2%):

Componente Cálculo Valor Mensal
Salário bruto R$ 5.000,00
INSS patronal (20%) R$ 5.000 × 20% R$ 1.000,00
RAT/SAT (2%) R$ 5.000 × 2% R$ 100,00
Sistema S (~5,8%) R$ 5.000 × 5,8% R$ 290,00
FGTS (8%) R$ 5.000 × 8% R$ 400,00
Provisão 13º (8,33%) R$ 5.000 × 8,33% R$ 416,50
Provisão Férias + 1/3 (11,11%) R$ 5.000 × 11,11% R$ 555,50
Encargos s/ provisões (~5,45%) R$ 5.000 × 5,45% R$ 272,50
Subtotal encargos e provisões R$ 3.034,50
Custo total para a empresa R$ 8.034,50
Multiplicador ~1,61×

O funcionário recebe R$ 5.000 brutos (menos os descontos de INSS e IR do empregado no contracheque), mas a empresa desembolsa mais de R$ 8.000.

👉 Calcule o custo real do seu funcionário →

📊 Tabela de Referência por Faixa Salarial

Salário Bruto Encargos Mensais Provisões (mês) Custo Total Empresa Multiplicador
R$ 1.518 (salário mínimo) R$ 543,44 R$ 378,39 R$ 2.439,83 1,61×
R$ 2.500 R$ 895,00 R$ 622,00 R$ 4.017,00 1,61×
R$ 3.000 R$ 1.074,00 R$ 746,40 R$ 4.820,40 1,61×
R$ 5.000 R$ 1.790,00 R$ 1.244,00 R$ 8.034,00 1,61×
R$ 8.000 R$ 2.864,00 R$ 1.990,40 R$ 12.854,40 1,61×
R$ 10.000 R$ 3.580,00 R$ 2.488,00 R$ 16.068,00 1,61×

Os valores acima incluem encargos mensais (35,8%) e provisões com seus encargos (~24,9%). O multiplicador médio fica em torno de 1,61×, podendo chegar a 1,85× quando se incluem benefícios obrigatórios e opcionais.

🚌 Vale-Transporte: Como Calcular o Custo Real

O vale-transporte é obrigatório para funcionários que utilizam transporte público no trajeto casa-trabalho. O custo para a empresa é calculado assim:

Custo VT empresa = (Valor das passagens × dias úteis) - (6% × salário bruto)

O funcionário paga 6% do salário bruto como desconto no contracheque. A empresa cobre o restante.

Exemplo:

  • Passagens por dia: R$ 9,60 (2 passagens × R$ 4,80)
  • Dias úteis no mês: 22
  • Total das passagens: R$ 9,60 × 22 = R$ 211,20
  • Desconto do funcionário: 6% × R$ 3.000 = R$ 180,00
  • Custo para a empresa: R$ 211,20 - R$ 180,00 = R$ 31,20/mês

Se o salário for alto e 6% for maior que o custo total das passagens, a empresa não paga nada de vale-transporte.

🆚 CLT vs PJ: Qual é Mais Vantajoso?

Uma das decisões mais comuns no mercado de trabalho é comparar a contratação CLT com a contratação via pessoa jurídica (PJ). Cada modelo tem vantagens e riscos distintos.

Contratação CLT

Vantagens para a empresa:

  • Segurança jurídica (menor risco de processos trabalhistas)
  • Vínculo de exclusividade
  • Maior engajamento e lealdade do colaborador

Desvantagens para a empresa:

  • Custo total 60-85% maior que o salário
  • Burocracia (eSocial, FGTS, contracheques, RAIS, CAGED)
  • Multas e encargos em caso de demissão

Contratação PJ

Vantagens para a empresa:

  • Sem encargos trabalhistas diretos
  • Maior flexibilidade contratual
  • Custo mensal menor

Riscos para a empresa:

  • Risco de reconhecimento de vínculo empregatício se houver subordinação, exclusividade e habitualidade
  • Em caso de vínculo reconhecido pela Justiça do Trabalho: empresa paga todos os encargos retroativos + multas

Comparação de custo líquido

Modalidade Remuneração líquida para o profissional Custo para a empresa
CLT R$ 3.000 brutos → ~R$ 2.550 líquidos ~R$ 4.830
PJ (nota fiscal) R$ 4.000 → ~R$ 3.400 após impostos R$ 4.000
PJ (RPA) R$ 3.800 → ~R$ 3.200 após retenções R$ 3.800

A contratação PJ pode parecer mais barata, mas exige análise cuidadosa dos riscos jurídicos.

📋 Obrigações Acessórias do Empregador

Além dos custos financeiros, contratar em CLT gera obrigações burocráticas:

Obrigação Frequência Prazo
eSocial (eventos de folha) Mensal Antes do pagamento
DARF INSS (GFIP/GPS) Mensal Dia 20 do mês seguinte
FGTS (GRRF digital) Mensal Dia 7 do mês seguinte
CAGED (admissão/demissão) Por evento Até dia 7 do mês seguinte
RAIS Anual Fevereiro do ano seguinte
DIRF Anual Fevereiro do ano seguinte
Informe de Rendimentos Anual Fevereiro do ano seguinte
PPP (Perfil Profissiográfico) Na demissão No ato da rescisão

💡 Benefícios e seus Custos Adicionais

Além dos encargos trabalhistas obrigatórios, muitas empresas oferecem benefícios que aumentam ainda mais o custo do colaborador — mas que também contribuem para atrair e reter talentos.

Vale-Refeição e Vale-Alimentação

O vale-refeição não é obrigatório por lei federal, mas pode ser exigido por convenção coletiva. Quando oferecido dentro do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), gera benefício fiscal para a empresa: dedução de até R$ 1.099,14 por funcionário por mês no cálculo do IRPJ.

Benefício Custo típico para a empresa Desconto máximo do funcionário
Vale-refeição R$ 25 a R$ 60/dia 20% do benefício concedido
Vale-alimentação R$ 300 a R$ 800/mês 20% do benefício concedido

Plano de Saúde

O plano de saúde corporativo é um dos benefícios mais valorizados pelos funcionários. O custo para a empresa varia enormemente conforme a operadora, a cobertura e o perfil etário dos beneficiários.

  • Plano individual (30-39 anos): R$ 350 a R$ 600/mês por colaborador
  • Plano coletivo por adesão: R$ 250 a R$ 450/mês por colaborador
  • Contribuição do funcionário: pode ser zero (empresa paga tudo) ou proporcional

Impacto total com benefícios

Para um funcionário com salário de R$ 5.000, incluindo vale-refeição (R$ 880/mês) e plano de saúde (R$ 400/mês):

Componente Valor mensal
Salário bruto R$ 5.000,00
Encargos e provisões (~60,7%) R$ 3.035,00
Vale-refeição (após desconto do funcionário) R$ 704,00
Plano de saúde R$ 400,00
Custo total com benefícios R$ 9.139,00
Multiplicador real ~1,83×

🧾 Como Calcular o Custo de uma Rescisão

Quando um funcionário é demitido sem justa causa, a empresa tem obrigações financeiras adicionais significativas. Aqui está o cálculo completo para um funcionário com salário de R$ 5.000 e 3 anos de casa:

Verbas rescisórias na demissão sem justa causa

Verba Cálculo Valor
Saldo de salário (15 dias) R$ 5.000 ÷ 30 × 15 R$ 2.500,00
13º proporcional (12/12 + fração) R$ 5.000 × 12/12 R$ 5.000,00
Férias vencidas + 1/3 R$ 5.000 × 4/3 R$ 6.666,67
Férias proporcionais + 1/3 (8 meses) R$ 5.000 × 8/12 × 4/3 R$ 4.444,44
Aviso prévio (3 anos = 33 dias) R$ 5.000 × 33/30 R$ 5.500,00
Multa FGTS 40% (saldo ~R$ 18.000) R$ 18.000 × 40% R$ 7.200,00
Contribuição Social 10% FGTS R$ 18.000 × 10% R$ 1.800,00
Total rescisório R$ 33.111,11

Uma demissão sem justa causa pode custar de 6 a 12 salários mensais, dependendo do tempo de serviço. Essa provisão deve entrar no planejamento financeiro do empresário.

📌 Resumo: Custo Funcionário CLT em Números

Componente Percentual sobre o Salário
INSS Patronal 20,0%
RAT/SAT (médio) 2,0%
Sistema S ~5,8%
FGTS mensal 8,0%
Provisão 13º 8,33%
Provisão Férias + 1/3 11,11%
Encargos sobre provisões ~5,45%
Total sobre o salário ~60,7%
Multiplicador médio ~1,61×
Multiplicador com benefícios ~1,65 a 1,85×

❓ Perguntas Frequentes

O INSS patronal é diferente do INSS descontado do funcionário?

Sim. São duas contribuições diferentes. O INSS descontado do funcionário (entre 7,5% e 14% em 2026, dependendo do salário) é debitado do contracheque do empregado — é o dinheiro dele. Já o INSS patronal (20%) é um custo adicional da empresa, que não aparece no contracheque do funcionário.

O FGTS vai para o funcionário ou para o governo?

O FGTS pertence ao funcionário e fica depositado em uma conta na Caixa Econômica Federal vinculada ao CPF dele. A empresa deposita, mas o dinheiro é do empregado. O governo apenas administra o fundo.

Como é calculado o custo da rescisão CLT?

Na demissão sem justa causa, a empresa paga: saldo de salário, 13º proporcional, férias + 1/3 proporcional, e multa de 40% sobre o saldo do FGTS (mais 10% de contribuição social retida pela Caixa). Para um funcionário com 2 anos de empresa e salário de R$ 5.000, o saldo de FGTS pode ser de ~R$ 12.000, gerando uma multa de R$ 4.800.

Existe alguma forma de reduzir os encargos trabalhistas legalmente?

Sim. Algumas possibilidades legais incluem: adesão ao Simples Nacional (que inclui o INSS patronal no DAS com alíquotas menores), participação em programas de desoneração da folha (para setores específicos), contratação de aprendizes (com alíquotas de FGTS e INSS reduzidas) e contratação de pessoas com deficiência (PcD), que pode trazer benefícios fiscais.

O vale-refeição é obrigatório?

Não é universalmente obrigatório por lei, mas pode ser obrigatório por convenção coletiva da categoria. Se houver acordo sindical que preveja vale-refeição ou alimentação, o empregador é obrigado a fornecê-lo. Se for opção da empresa (PAT — Programa de Alimentação do Trabalhador), há benefícios fiscais para a empresa.

Quanto custa na prática contratar o salário mínimo em 2026?

Com o salário mínimo de R$ 1.518 em 2026, o custo total para a empresa fica em torno de R$ 2.440 por mês, considerando encargos e provisões. Isso sem incluir benefícios como vale-transporte, que pode adicionar outros R$ 30 a R$ 150 dependendo da cidade e da distância.

🎯 Conclusão

O custo real de contratar um funcionário CLT em 2026 vai muito além do salário combinado na oferta de emprego. Entre INSS patronal, RAT, Sistema S, FGTS, provisões de 13º e férias com seus respectivos encargos, a empresa desembolsa em média R$ 1,61 para cada R$ 1,00 de salário bruto. Acrescente benefícios obrigatórios e opcionais, e esse multiplicador pode chegar a 1,85×. Conhecer esses números é essencial para precificar corretamente, planejar contratações e tomar decisões estratégicas sobre a composição da equipe. Use nossa calculadora para simular o custo exato do seu próximo colaborador.


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